Extensão Sala de Artes: CURIOSIDADE: POR QUE O MESTRE CUCA USA AQUELE CHAPÉU BRANCO?

CURIOSIDADE: POR QUE O MESTRE CUCA USA AQUELE CHAPÉU BRANCO?

Você assistiu ao filme Ratatuille? Lembra-se dos chapéus usados na cozinha pela equipe? Vamos entender a origem?
por Juliana Godin
A imagem caricata de chef de cozinha é a do gordinho simpático com chapéu branco, roupas características e, um bigodão!
O chapéu de cozinheiro surgiu na França, por volta de 1630, numa época em que a função de cozinheiro era considerada tão importante que eles até recebiam o título militar de officiel de bouche (oficial da boca).

Dentro da cozinha existia uma hierarquia e as alturas variáveis dos chapéus identificavam o posto exercido por cada um, sendo que o chef usava sempre o chapéu mais alto enquanto os auxiliares mais simples vestiam apenas um boné.
Na França, os chapéus dos chefs são chamados de toque blanches. No Brasil apenas emprestou-se o nome 'toque', do francês, sem tradução.
O chapéu, além de ser alto por uma hierarquia, serve para evitar que os fios de cabelo caiam, além de ajudarem na refrigeração da cabeça.
Os 'toques', bem altos, são usados apenas pelos grandes chefs e, normalmente, são descartáveis. Os chapéus baixinhos usados por ajudantes são chamados bibicos.

Mas quem é que já parou pra pensar na razão do uso de bigode pelos chefs de antigamente?
O escritor George Orwell em sua obra “Na pior em Paris e Londres”, descreve as antipáticas relações humanas em uma cozinha de hotel parisiense, lá por 1920.
Olha só:
“Garçons em bons hotéis não usam bigodes, e para mostrar sua superioridade eles decretam que os ajudantes tampouco podem usá-los; e os chefs usam bigodes para mostrar desprezo pelos garçons.”
Mas então a imagem do gordinho-simpático é lenda? É o que dizem. O bigode, naquela época, tinha função social!
Olha que trabalho espetacular! Procurei o nome do autor, mas o site não cita.
(Imagem retirada de http://galeria.wintech.com )
Para saber mais:

"Come-come: pais e filhos na cozinha", por João Alegria. Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, 2003



"Na Pior em Paris e Londres", por George Orwell (Eric Arthur Blair) Companhia das Letras, 1933
 
Edição Juliana Godin Distribuído por Extensão Sala de Artes